
magia das palavras que sacia a sede
quarta-feira, 2 de julho de 2008
vida

sexta-feira, 2 de maio de 2008
vem ver-me
vem ver-me mesmo à noitinha
vem e prende-me nos teus braços,
mesmo que a hora seja tardia
e estejas cheio de cansaços.
vem sentir os meus beijos e meus desejos
quero sentir tua boca
sentir tua mão na minha e teus abraços
tantas vezes te suplico dia a dia
vem ver-me amor mesmo que seja à noitinha!
gostar de ti e amar-te silenciosamente
sofrer assim calada, assim sozinha,
ouvir-te e não poder ver-te
dia e noite lentamente,
vives longe mas que importa
se amar assim é meu desejo
amar-te misteriosamente...
pedir-te para me veres mesmo à noitinha
mesmo que cansado estejas
e que a hora seja tardia
l.maltez
sábado, 29 de março de 2008
entrada da primavera
como quem retém
a esperança no olhar
mesmo na margem
aparente do dia
envolvi-me no perfume
da madrugada difusa
e matizada de serenidade
anónima esperei por ti
na entrada da primavera,
e passo a passo
sei que chegas
pontualmente engalanada
exuberante de colorações
retorna o encanto
ressoa a imaginação
resiste assim a eternidade
as horas flúem pelo dia
com o cântico dos pássaros
deixo-te que abarques
este coração
que te aninhes nas recordações
onde a beleza se fixa
onde as paisagens são
horizontes emocionais.
abrigo no corpo o desejo...
emanado de ti
como uma sombra qualquer
domingo, 9 de março de 2008
silêncio
chego em silêncio
sinto o sol nas veias.
uma brisa lava o meu rosto
tenho sede de mar.
deito-me na areia
naquela frescura azul.
caminho em palavras
ligada ao mar e ao sol.
o dia é um vazio entre os espaços
fico indecisa e ardente.
sinto-me perdida entre os ventos
ouço vozes na penumbra desse vazio.
sei o que amo
e amo num abandono total.
sou alguém que espera,
a que pergunta e responde.
uma esperança impossível,
a que caminha no repouso
do seu próprio silêncio.
o meu.
l.maltez
domingo, 24 de fevereiro de 2008
névoa ...
a névoa abraçou a madrugada
sentada ao lado do mar.
os instantes foram brancos
no abatido silêncio,
a sombra confundiu-se.
deslizou sobre o manto do abismo
com cheiro a sonhos queimados
homens circulam na quimera da cidade.
embarcam nos dias caiados de sol
vertiginosos nos hábitos.
nas mãos levam o ruído
de uma música perecível
e ficam prisioneiros
na claridade das ondas do mar revolto
exaustos da névoa
chamam as manhãs,
fedendo o ar
no crepitar
fulgor do sémen.
recomeça sereno
o voo do pássaro madrugador
l.maltez
terça-feira, 26 de dezembro de 2006
e é Natal…

caminho entre o Natal, no silêncio da voz
distinguem-se os homens.
caminho dentro do destino
a que chamo vida,
caminho na lembrança da amargura,
na chaga perdida, de um peito
caminho dentro de um nome
onde medito faminta de amor.
caminho fria e vazia
neste manso Natal.
caminho dentro do mar e da poesia!
l.maltez
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Acerca de mim
- helena maltez
- cidade dos canais, entre o mar e a ria, Portugal
- o silêncio das palavras dentro o murmúrio do mar